Como alguns talvez saibam ou desconfiem eu saí do jogo. A razão imediata foi esta recente quebra do jogo depois de muito tempo em baixo. Quando aconteceu o ataque do hacker eu estava com projectos (cheguei a falar aqui sobre promover uma cultura em cada localidade), atingira pela primeira vez as 15 personagens. A paragem de tanta tempo fez-me perder o interesse pelo jogo, fez-me perder o ritmo. Quando voltou levei algum tempo a mexer, fazia o mínimo. Estava a dar uma última oportunidade e pimba, parou outra vez. Chega.
Gostei muito de jogar aqui. Não me considero um bom jogador. Só algumas vezes é que fiz rp aceitável. A maior parte do tempo limitava-me a manter a personagem alimentada ou a fazer coisas. Em algumas localidades acabei por perder o fio à meada das conversas por serem extensas e aborrecer-me ler tudo desde o fim. Isso aconteceu-me algumas vezes em Brama. Os meus horários por vezes não permitiam que eu entrasse na maioria das conversas.
No entanto tive alguns bons momentos de jogo em Brama, mais uma vez, em Mil Cavernas e, pasme-se, em Vale do Sono.
Ora como este tópico é sobre os mortos aqui vão eles (sigo a ordem em que apareciam no meu menu):
Simon Drew – Criei-o por curiosidade na língua inglesa. Vi aqui no fórum falarem sobre as cidades deles e resolvi experimentar. Não gostei. Uma coisa é ler em inglês, outra é escrever. Se eu já em português participava pouco... quanto mais em inglês. Ele nasceu numa ilhota, cujo nome esqueci, bastante rica. Fez um barco, andou às voltas da ilha, tentou ser comerciante, mas tinha dificuldade em comunicar. O barco dele, Dreward ficou cheio de comida e 2k de aço, fruto a única transacção comercial que fez. Morreu numa ilha maior, numa cidade enorme onde havia quem falasse espanhol.
Zero – A minha primeira personagem. Nasceu em Brama. Dei-lhe o nome de Zero porque não sabia nada sobre o jogo. Ele nada sabia, teve que aprender tudo. Uns tempos depois de nascer foi dar uma volta pelas redondezas. Regressou e começou a ajudar o Bash. Uns tempos depois surge a Hadana, a paixão da sua vida. Fica desgostoso com o amor não correspondido e mais ficou com a morte dela. Embarca na aventura do Bash de procurar uma localização melhora para cidade de Brama. Descobre uma terra à qual deu o nome de Hadana e acaba por morrer lá, depois e andar perdido nas montanhas e florestas relativamente perto. Foi muito gira a fase da paixão dele.
Ikpie Rrine – Criei esta personagem com o nome que tinha pensado para uma história infantil, ou juvenil, sobre uns esquilos e animais de uma floresta no norte de Portugal. Não sabia ainda o que fazer com as personagens e crie-o para ver onde nascia e o que podia fazer com ele. Nasceu em Mil Cavernas. Foi discípulo e, mais ou menos, sucessor do Cerberus. Passou uma temporada na Forja com a Serene, futura Rainha. Com a morte do Cerberus e do Rei, assumiu um maior protagonismo. E com a morte do Rei Max passou a ser um braço direito da Rainha. Ainda passou-me pela cabeça encaminhá-lo para Rei, mas preferi que fosse um ajudante. Acabou por governar a cidade algumas vezes. Quando no jogo foram criados os pontos de nascimento fixos, ele teve o projecto que criar uma força de trabalho que criasse uma espécie de economia. Havia ordenados e tarefas, mas os recém-nascidos dispersaram-se e ele teve que desistir. Tinha o projecto de criar um sistema de transportes entre as várias terras e para isso precisava de combustível. Viajou para encontrar uma terra onde pudesse instalar uma colectora de batatas. Quando regressou tentou fazer um Jeep e iniciar a produção de combustível, mas é muito difícil fazer isso só com duas ou três personagens. Morreu na cripta da cidadela ao lado do corpo de Cerberus e inscreveu o seu nome no registo de cavaleiros.
Irene – Não sei onde nasceu. Vagueou e veio parar à terra que ficou com o seu nome. Não estava lá ninguém e construiu duas cabanas. Quando passou por lá um viajante, nasceu o Biurei, ao qual ela chamou de filho. Todos os nascidos lá passaram a ser filhos dela. Ainda viajou um pouco, mas voltou para a sua terra. Nunca consegui fazê-la falar muito. Andava sempre atarefada a fazer coisas. Cheguei a penser fazer dela uma artesã de roupas e depois correr as terras a vendê-las, mas desisti por não conseguir fazer nada melhor que charretes e as terras em redor eram pouco o nada habitadas.
Saphira – Nasceu numa ilha e conheceu o Eager e o Horácio. Sempre tratou o Eager por senhor. Imaginei-a alta, cabelo em rabo escuro, atlética, uma guerreira. Viajou para a ilha portuguesa com eles, nunca abandonou o Eager. Assistiu a coisas hilariantes entre os dois. Teve uma batalha que quase lhe custou a vida contra uns estrangeiros pouco antes de morrer. Gostei bastante dela.
Sérgio Martins – Nasceu em Pontal Verde. Encontrou pelo caminho o Mateus e a Gwen (não me lembro do nome da personagem da Malu que morreu no início da jornada deles). Formaram um clã nómada. Viajaram muito. Tiveram vários companheiros. Agora que o clã estava a ficar maior apanharam com um lituano maluco que desatou a atacar e acabou por matar a Gwen. Tive muita pena. A Gwen era muito especial e também ajudou-me a largar o jogo a sua morte. A quem a criou os meus parabéns.
Hipólito da Assunção Verde – Esta personagem foi das mais ousadas que fiz. E teve um começo nada especial. Nasceu num sítio com uma mulher e um homem mudos. Não havia comida. Ele teve que ir embora. Quando criei a personagem foi já com este nome. Quis fazer um nome diferente. Depois ajustei a história para ser Assunção da mãe e Verde do pai. Ele viajou. Encontrou o Raimundo e continuou com ele a viagem. Foi parar ao Vale do Sono e depois à Vila das Trutas. Nesses sítios conheceu o Jan, personagem que me enervava, mas que foi das melhores que conheci. Tinha uma cultura própria, tão própria que me enervava. Por causa desses sentimentos o Hipólito foi embora. Nessa viagem sozinho compreendeu algumas coisas sobre si. Percebeu que o que sentia contra o Jan estava relacionado com o Raimundo. Quando soube da morte da Brava e da revolta no Vale do Sono correu para lá e percebeu que estava apaixonado pelo Raimundo. E assim introduzi uma personagem homossexual. Achei que seria giro fazê-lo. Deu trabalho, o Raimundo não colaborou. Houve uma altura em que o Hipólito estava disposto a morrer às mãos do Raimundo, mas este foi embora. Acabou por fugir. Foi perseguido, atraiçoado, quase morto pelo Jan e com alguma astúcia (modestia à parte) conseguiu fazer com que ele desaparecesse da lança do Jan. O que fez foi deixar o Jan seguir mais depressa, reduziu o passo, e quando deixou de o ver, deu meia volta e fugiu. Tornou-se um exilado. Procurou ir o mais longe que pôde do Vale do Sono. Encontrou o Aslad, tentou resistir à atracção, mas no momento da morte foi ter com ele e morreu beijando-o. Gostei muito desta personagem, cheguei a imaginar que um dia voltava ao Vale do Sono com um grupo de guerreiros e matava o Jan. enfim...
José Gomes – Não tem história. Viajou. Conheceu algumas personagens e morreu dentro de uma charrete. Interagiu com uns lituanos amigáveis.
Oneias – Mais um viajante. Andou apaixonado, mas a foi abandonado (acho que era outra personagem da Malu, foi na primeira encarnação dela no jogo, nessa fase as personagens eram mais ou menos fáceis de perceber de quem eram

)
Hemachandrajnanaprakash Parameshwar - Acho que foi a personagem mais engraçada que criei e a mais participativa. Não tenho aqui, neste computador, a explicação para o nome, mas foi fazer uma pesquisa na net sobre nomes hindus e juntei alguns. Esta personagem era um rastafári, vegetariano, pacifista. Gozei bastante com os clichês do cantr que as outra personagens usavam. Ficou provado através dele que uma personagem não precisa de trabalhar muito para ser boa. Ele limitou-se a apanhar espinafres e a falar. Viajou um pouco. A Priscilla cortou-lhe os cabelos e ele ficou louco. Algo do género do Sansão, mas num estado de narcose. Cambaleava, teve uma alteração de personalidade, queria ser tratado por outro nome, matou animais, enfim enlouqueceu. Depois esteve um tempo quieto, correspondendo às minhas férias e voltou ao que era, mas acho que perdi o gás. E lá está por vezes era difícil integrá-lo no que se passava porque o pessoal falava e falava e quando ele ia entrar estava tudo dito e feito e os jogadores a dormir pois eram do fusos horário do Brasil. Eu cheguei a fazê-lo mexer durante o meu horário de trabalho e à hora de almoço. Gostei muito desta personagem e talvez um dia volte a ela para as minhas escrita, quem sabe...
Teresa – Nasceu no Vale do Sono durante a fase dos pontos fixos de nascimento. Eu queria que ela tivesse nascido na ilha portuguesa, queria fazer dela uma camionista. Mas não foi possível. Tentou ser cartógrafa, mas por pouco talento meu e dela não conseguiu. Resolveu construir um barco e tentar encontrar uma terra com outras oportunidades. Acabou por morrer numa terra estrangeira.
Esmeralda Silva – Uma tentativa falhada. Era para ser uma mulher feia e acabou por o ser. Lutou para sobreviver à fome, morreu de ataque cardíaco.
Norberto – Outra tentativa. Criei-o para ver o que saia. Saiu um gigante pouco falador e meio atrasado. Morreu sem ter tempo para se desenvolver.
Godofredo Meirim – Teve o azar de nascer no Vale do Sono, pois a sua personalidade estava definida para ser governante. Era altivo e usava uma linguagem meio medieval. Também não teve tempo...
Ludmila Maya – Por fim a versão feminina do Hipólito. Esta teve a sorte de ter uma personagem feminina cuja descrição dizia que tinha beleza e pronto foi apaixonar-se por ela. Quando cheguei a ela no dia da despedida já estava a abusar muito do horário do patrão e por isso fui curto. Não morreu nos braços da Hosana (mais uma personagem da Malu, não?), mas tentou.
Enfim... eu uso muitas vezes esta palavra

. Acho que tinha mais coisas para dizer, mas este texto está muito longo. Tenho pena que o fórum esteja tão parado. Virei cá acompanhar o que se passa, mas pouco se passa, não é?
E pronto, até à vista! *acena*
Vês o/a jotael a sair do cantrII em direcção de...